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Atenção: este artigo é básico. Se quiser uma explanação detalhada do Plano de Salvação, consulte Plano de Salvação - Avançado.

"Adão caiu para que os homens existissem, e os homens existem para que tenham alegria" (2 Néfi 2:25). Esta escritura exemplifica basicamente o que viemos fazer aqui, mas não responde às grandes perguntas da humanidade: "De onde viemos?", "O que viemos fazer aqui?" e, a mais pungente, "Para onde vamos?". O Plano de Salvação foi revelado com o fim de responder, de uma vez por todas, estas perguntas.

De Onde Viemos?

A humanidade é enorme. Atualmente, contamos com mais de 6,5 bilhões de pessoas e continua subindo. De onde todas estas pessoas vieram?

Todos nós estávamos na presença de Deus antes de nascermos, numa esfera conhecida como Existência Pré-Mortal. Lá, todos éramos espíritos, com exceção do Pai Celestial, e aprendemos sobre todas as coisas que estavam planejadas. Aprendemos sobre a criação da Terra em que vivemos e de muitas outras coisas relativas à nossa felicidade eterna. Deus deixou muito claro para todos que nosso objetivo era passar pelos testes da mortalidade, recebendo um corpo físico. Se fôssemos aprovados, voltaríamos à presença dele em um reino posteriormente estabelecido. Ficou claro também que, uma vez separados da presença de Deus, não obedeceríamos a todas as ordens, uma vez que teríamos que esquecer o que vivemos na esfera Pré Mortal (criando a base para o uso da fé). Deus é puro, e o que é impuro não pode entrar na presença dele. Então, se as coisas ficassem assim, seria impossível para o ser humano cumprir seu objetivo. Então, dois planos foram apresentados.

O primeiro a se candidatar foi Lúcifer. Na época, ele era o Filho da Manhã, um dos maiores em conhecimento e poder, subordinado apenas a Jeová (Jesus Cristo) e Deus. Lúcifer apresentou um plano atrativo em alguns detalhes, mas mau em seu inteiro: ele ofereceu-se como salvador da humanidade, prometendo levar todas as pessoas para a presença de Deus, sem exceção (ou seja, sem oportunidade de escolher) , mas todo o crédito seria dele. O segundo foi Jeová. Ele ofereceu-se como salvador, apresentando o evangelho e dando livre escolha para as pessoas. Quem quisesse poderia escolher ser obediente (ao contrário do plano de Lúcifer) e voltar, por obediência, à presença de Deus. O Plano de Lúcifer foi rejeitado, criando uma guerra nos céus. Como resultado, um terço das hostes celestiais foi banida dos céus, juntamente com Lúcifer, perdendo a oportunidade de receber um corpo físico para sempre. Desde então, Lúcifer se tornou Perdição, o inimigo de Deus.

O que viemos fazer aqui?

Muito bem, temos um Salvador. A partir daí, a Criação foi iniciada: os continentes, os oceanos, os céus, animais, plantas e... o homem. Ah, a criação do homem. Considerada a obra prima de Deus. Os primeiros humanos a serem criados foram Adão e Eva. Primeiramente, Adão, claro. Ele estava no Jardim do Éden, um lugar que, por assim dizer, sumariza toda a criação de Deus. O Criador julgou que não seria bom que Adão ficasse só (mesmo porque todas os animais tinham um representante do sexo oposto), então, o Criador retirou uma costela de Adão e criou Eva (ver A Família). Os dois circularam pelo Jardim, e Adão nomeou todos os animais e plantas, fazendo jus ao domínio que o Criador deu a ele sobre toda a Terra e tudo o que habita nela.

No Jardim do Éden, o Senhor deu um mandamento e uma lei para Adão e Eva: 1. Crescer e multiplicar e 2. Não comer do fruto da árvore do Bem e do Mal, respectivamente. Nesta parte, temos um grande impasse geralmente mal entendido pela maioria do povo cristão. As pessoas acreditam que Adão e Eva pecaram gravemente e fizeram com que todas as pessoas que descenderam dele (portanto a humanidade toda) nasçam pecadoras. Este é um conceito errado e que faz toda a diferença na crença em Cristo e na Criação. Para entendermos isso, temos que entender que a punição por comer do fruto era morrer.

Lúcifer apareceu e fez uma proposta a Eva: a induziu a comer do fruto, dizendo que ele a faria sábia e como Deus, conhecendo o bem e o Mal. A declaração era verdadeira, mas era pungentemente contrária à ordem de Deus. Eva comeu e transgrediu a lei de Deus. Adão, consciente da situação de Eva (que a baniria do Jardim), comeu o fruto e acarretou o banimento dos dois do Jardim do Éden. Isso trouxe uma maldição sobre toda a Terra, fazendo com que tudo se tornasse mortal e colocou inimizade entre os animais, fazendo tudo como conhecemos hoje. A isso damos o nome de Queda. Esta maldição é herdada por todas as pessoas, garantindo que todos morram. Uma vez que o objetivo da humanidade é voltar à presença de Deus e ser como ele é, sem um corpo físico isso é impossível. Temos um outro impasse.

Para resolver este problema, o Salvador Jesus Cristo foi escolhido no Conselho dos Céus. Ele foi mandado para redimir toda a humanidade de seus próprios pecados (ver As Regras de Fé) e para livrar todas as pessoas das consequências da Queda:

1. A Morte Física. Por morte física entende-se a separação entre o corpo físico e o espírito. Esta morte é parte da maldição que caiu em todas as pessoas. Cristo veio e, quando ressuscitou, possibilitou que todas as pessoas ressuscitassem também, sendo ele o primeiro. Esta foi a manobra para corrigir a morte física e é incondicional a todas as pessoas.

2. A Morte Espiritual. Por morte espiritual entende-se o banimento da presença de Deus. Cristo, por meio da Expiação , Cristo deu a possibilidade de livrar a humanidade da morte espiritual e voltar à presença de Deus. Esta redenção é condicionada à obediência e não é gratuita; o fato de que nem todos conseguiriam ser obedientes a ponto de voltar à presença de Deus já era de conhecimento de Cristo e de seus seguidores, e foco do esforço de todos.

Quando Cristo ainda estava na Terra, ele organizou sua Igreja (ver A Restauração). Isso concluiu sua missão na Terra, deixando-nos o dever de escolher se queremos obedecer ou não seus mandamentos, tornando conhecidos os efeitos de ambas as escolhas.

Para onde vamos?

Bem, hora da morte. A morte não é um assunto agradável para a maioria dos seres humanos. Pois deveria. O assunto não é agradável porque as pessoas não têm certeza do que acontece depois desta vida.

Quando as pessoas morrem, vão para uma esfera chamada Mundo Espiritual, também conhecida como Esfera Pós-Mortal. Neste mundo existem duas áreas principais:

1. A Prisão. Na Prisão Espiritual residem todas as pessoas que não cumpriram os requisitos do evangelho (ver Princípios do Evangelho), e também todas as pessoas que não tiveram uma oportunidade real de conhecerem a verdade (para estas últimas a estadia na Prisão é temporária). Eles aguardam sua ressurreição e seu julgamento final.

2. O Paraíso. Talvez o lugar mais mencionado e desejado pelas pessoas, o Paraíso é o lugar para onde todas as pessoas dignas (isto é, que cumpriram os requisitos do Evangelho) vão. Eles são designados para pregar o evangelho para os que não tiveram a oportunidade de ouvi-lo em vida.

Após a estadia na "sala de espera" do Mundo Espiritual, acontece a Segunda Vinda e a Ressurreição. Existem duas ressurreições: a primeira e a segunda. A primeira ressurreição dá-se em três períodos, e nela é feita um dito "pré-julgamento":

1º Período - Manhã: todos os que forem dignos de exaltação no Reino Celestial;


2º Período - Tarde: todos que forem dignos do Reino Terrestrial. Este período durará todo o Milênio. Estas pessoas permanecerão na Terra durante o Milênio.


3º Período - Noite: todos os que forem dignos do reino telestial. Ele acontece no final do Milênio.

Existe ainda a Segunda Ressurreição, onde ressurreição dos Filhos de Perdição acontece.

Depois da ressurreição, acontece o Julgamento Final. Nele, todos serão colocados perante o Criador e julgados pelos seus atos somente (ver Regra de Fé 2). De acordo com o grau de arrependimento, as pessoas podem ser mandadas para um destes reinos (ver I Coríntios 15:48-9):

- Reino Celestial: O Reino Celestial é o reino de glória correspondente ao Sol. Ele é dividido em três graus, e, apesar de os outros dois graus não terem sido descritos (ver D&C 131), sabe-se que o mais alto cabe às pessoas que são Exaltados (ou seja, são dignos de serem como o Pai - Deuses). A Exaltação é um dos temas mais discutidos nas mesas cristãs. A Exaltação garante que as pessoas se tornem como Deus é, ou seja, Deuses. Seu potencial é ilimitado e todo o conhecimento é disponibilizado a eles. Para mais detalhes, veja Plano de Salvação - Avançado

- Reino Terrestrial: O Reino intermediário, destinado às pessoas que não cumpriram todos os requisitos do evangelho, mas não são dignas do reino Telestial. Neste reino também serão colocados os que não aceitaram o evangelho nem em vida nem no mundo espiritual (ou aqueles que tiveram uma oportunidade de ouvir, rejeitaram e aceitaram-no no Mundo Espiritual) mas foram pessoas honradas. Seu potencial é limitado (digamos, à metade) e seu aprendizado, idem.

- Reino Telestial: O Reino mais baixo, destinado à todas as pessoas que não cumprem os requisitos. Comparado à glória das estrelas, neste reino todos os fornicadores, adúlteros e toda a sorte de pecadores que não se arrependeram. Também, todos os que ressuscitaram na noite da primeira ressurreição vão para este Reino.

- As Trevas Exteriores: Não é um reino de glória, e destina-se aos Filhos de Perdição, os quais não têm perdão neste mundo nem no mundo vindouro (para mais detalhes sobre os Filhos de Perdição, veja Plano de Salvação - Avançado).

Para onde você deseja ir?