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"A Casa do Senhor". Muitas vezes, ouvimos ouvir esta expressão. Mas... o que raios ela é? Para que serve?

Um dos aspectos mais conhecidos dos membros da Igreja (entre os aspectos verdadeiros, claro) são os Templos. Por serem bonitos, por darem paz, por serem brancos, por serem caros ou porque as pessoas não sabem absolutamente nada do que acontece lá dentro (e, então, num surto de imaginação, inventam todo tipo de bobagem), os Templos são conhecidos e jamais passam desapercebidos. Às vezes, mesmo os membros não sabem o que acontece dentro do Templo ou não sabem mesmo qual a origem deles.

Não, eu não vou falar o que acontece no Templo. E isso por um simples motivo: é sagrado. Leia o texto abaixo que, mais tarde, eu prometo, eu conto o porquê.

A História dos Templos Editar

Se quiser ver o artigo detalhado sobre a Lei Mosaica e os Templos antes de Cristo, por favor, leia o Artigo sobre A Lei Mosaica.

O Senhor, desde o começo dos tempos, ensinou a seus filhos a procurarem lugares santos para que conversassem com Ele em paz, onde o Senhor poderia se manifestar com maior santidade. Por séculos, este lugar foi o topo de uma gigantesca montanha, obrigando os profetas a serem peritos em alpinismo. Adão, Abraão, Noé, Néfi... todos eles foram levados a picos muito altos ou os procuraram com o fito de estar perto do Senhor.

Então veio Moisés. Considerado o pai da revolução na Bíblia, foi com Moisés que muita coisa mudou. Primeiro, o Senhor mandou que ele, um tímido orador (na verdade, ele era gago), fosse falar com o Faraó e tirasse todo mundo do Egito. Até aí, tudo bem (quase). Depois das pragas egípcias, Moisés teve que levar o povo todo para o deserto, para fugir dos egípcios. O Senhor tinha designado uma terra para eles, Canaã, e eles deveriam ir para lá com nada menos que o poder do Senhor, e nada os pararia. No entanto, quando chegaram lá e viram que o povo cananita era forte, Israel não quis entrar. Condenados por sua desobediência a viver 40 anos no deserto até que aquela geração morresse, o Senhor instituiu a lei menor.

A Lei Menor, conhecida como a Lei Mosaica, era um conjunto de regras e rituais que deveriam ser obedecidos, todos com o intuito de lembrar as pessoas que Cristo, um dia (naquela época, remoto), viria. A grande maioria, senão todos os rituais envolviam o Templo. Naquela época, ele era somente um Tabernáculo. Digo isso porque ele era portátil, quase como Lego: quando Israel precisava levantar acampamento, os sacerdotes desmontavam o Templo e seguiam viagem. Apesar de ser desmontável, ele era construído com o melhor material que se podia encontrar no meio do nada (e olha que tinha muita coisa!) e era tão sagrado quanto um Templo fixo.

Avançando alguns séculos, Salomão construiu um Templo em Jerusalém, Templo este que foi destruído e, posteriormente, reconstruído e ampliado por Zorobabel. Naquela época, somente os Levitas, a tribo que recebera o Sacerdócio por herança, podiam oficiar no Templo. Os demais podiam ficar somente no Pátio exterior, onde nada havia a não ser o Altar de Sacrifícios. Às mentes curiosas restava somente imaginar o que havia lá dentro. Por séculos, as ordenanças templárias eram restritas a um número muito pequeno de privilegiados. Isso porque o Senhor, na época de Moisés, castigou o povo por ser desobediente e lhes negou o direito ao Sacerdócio de Melquisedeque, dando-lhes somente o Sacerdócio Aarônico (ver Sacerdócio).

Vamos avançar alguns anos mais. Cristo, quando morre, declara a lei de Moisés cumprida. Isto significava que seguir os rituais de sacrifício da lei mosaica agora seria contra a vontade do Senhor. O véu do Templo rasgou-se, revelando a Arca da Aliança (símbolo físico da presença do Senhor) e desonrando o Templo. No entanto, devido à perseguição, o povo do Senhor jamais teve a oportunidade de construir um Templo onde eles poderiam receber as ordenanças que lhes eram dadas por direito, mesmo que fosse só uma parte.

Mais alguns séculos para frente (mais ou menos 17), quando o Senhor, por meio de Joseph Smith, restaurou o evangelho verdadeiro, uma das primeiras ordens foi para se construir um Templo. O primeiro foi em Kirtland, Ohio, mas outros se seguiram, como o de Nauvoo e o majestoso templo de Salt Lake. Neles o Senhor revelou coisas e abriu as portas do céu para que todos os membros dignos pudessem entrar.

Os Templos e os Simbolismos Editar

O Senhor parece gostar de charadas, ou ao menos ele gosta de ocultar algumas verdades daqueles que não estão espiritualmente alertas. Ele sempre fez isso, e não deixaria de fazer agora, mesmo porque as verdades a serem aprendidas pelas pessoas são maiores, em quantidade e em magnitude.

Nos templos se encontram simbolismos semelhantes. O próprio Templo é um símbolo: a casa do Senhor. Tanto que, na entrada, lê-se "A Casa do Senhor - Santidade ao Senhor". Os simbolismos reforçam a ideia de que as coisas do Senhor são muito sérias, e são presentes em 98% das escrituras (quase nenhuma é literal), e o Senhor não abandona seus métodos de uma hora para outra. Alguns dos simbolismos do Templo incluem:

- No Templo todos se vestem de branco. O branco simboliza tanto a paz que existe lá quanto a pureza que todos devem ter ao entrar no Templo;

- No Templo todos sussurram. Isso simboliza o respeito que temos pela casa do Senhor, também pode ser uma alusão à voz mansa e delicada que o Senhor e seu Espírito Santo têm ao falar conosco;

- No Templo não existem diferenças sociais, raciais, culturais ou de qualquer tipo. Este símbolo é uma alusão direta às condições encontradas no Reino de Deus.

Obviamente, existem muitos outros símbolos, mas eles não podem ser discutidos aqui. Por quê?

O Caráter sagrado do Templo Editar

Imagine que, em determinado momento, seja possível provar que alienígenas estão rumando para a Terra com o fito de destrui-la. Não existe chance de defesa. As pessoas diriam, em suma, três tipos de coisa: primeiro, que você surtou (o que provavelmente seria verdade); segundo, que você teria que mostrar a eles, o que poderia colocá-lo numa situação ridícula e embaraçosa; terceiro, as pessoas simplesmente não iriam acreditar em você até ser tarde demais para eles acreditarem. Esta última possibilidade, acredite, é a que mais ocorre.

Com o Templo é assim. Imagine, as pessoas inventam todo o tipo de coisa estúpida sobre o Templo. Permita-me dizer algumas coisas que eu mesmo ouvi. Já me disseram que cruxificamos criancinhas e mandamos para os Estados Unidos. Já me disseram que temos relações sexuais com virgens lá dentro. Já me disseram que matamos os pecadores e oferecemos seu sangue. Eu vou parar por aqui, porque eu quero escrever sobre a santidade do Templo, não um show de horrores. Basta dizer que todas estas coisas (e as demais bizarrices que dizem por aí) não são verdadeiras.

As coisas que existem dentro do Templo são para ser discutidas, realizadas e mencionadas somente lá dentro e, mesmo assim, com muito cuidado; algumas coisas devem ser guardadas somente para si. O motivo é que a maioria das pessoas (senão todas) não saberiam entender nem um décimo do que aprendemos lá. A diferença reside em que lá, aprendemos pelo Espírito. O povo em geral não o faz. Por isso, alguns símbolos (a maioria) não é revelada ao mundo. Existe um ditado que diz "Não se deve jogar pérolas aos porcos", que significa, em suma, "Se não se sabe o valor de alguma coisa, esta coisa não lhe serve para nada. E é assim com o Templo.

Tá, mas o que acontece lá dentro? Editar

Vamos a uma pequena aula sobre ordenanças. Podemos, com alguma segurança, mencionar as cinco principais ordenanças do evangelho: Batismo por Imersão, Dom do Espírito Santo, Sacramento, Investidura e Selamento. Três delas podem ser feitas fora do Templo, mas as duas últimas - Investidura e Selamento - só podem ser feitas dentro do Templo.

A Investidura, como o nome sugere, é uma investidura de poder do alto. Durante o rito da Investidura (entenda-se: rito é qualquer cerimônia religiosa, não necessariamente algo demoníaco), aprende-se coisas que aconteceram antes de nascermos, e aprendemos sobre coisas que nos farão ser fortes para sobrepujar o pecado e retornar à presença de Deus. Repleta de simbolismos, a Investidura é uma verdadeira aula dada pelos céus sobre nossa verdadeira natureza como Filhos de Deus. Àqueles que a recebem são dados símbolos que permitem que eles se lembrem sempre dos convênios que fazem durante a Investidura, convênios esses que garantirão sua proteção caso sejam fiéis a eles.

O Selamento é tão repleto de símbolos que seu nome é um símbolo. O Selamento é a união eterna entre um homem e mulher em casamento, e seus filhos (caso sejam selados depois de casados e com filhos, comum com relação a recém-conversos ou membros que moram muito longe de um Templo) a eles, para toda a eternidade. O Selamento, assim como a Investidura, garante que as bênçãos recebidas durante a cerimônia tenham validade, se ele não for violado, claro. Não existe garantia incondicional de exaltação.

Lá também é feito o batismo pelos mortos, que só pode ser feito dentro do Templo (a não ser em épocas de extrema penúria, onde o Senhor permitiu que fosse feito em um rio, como em Nauvoo). Este batismo é diferente do que é realizado pelos vivos: uma pessoa oficia por aquele que faleceu sem ter a oportunidade de receber a ordenança. Então, ela é batizada por imersão em lugar e a favor do fulano. Sem esta ordenança, as pessoas que morreram jamais teriam uma oportunidade de viver com Deus. Adicionalmente, todas as ordenanças (com exceção do sacramento) são feitas pelos mortos, uma vez que a Investidura, o Selamento, o Batismo e o Dom do Espírito Santo só podem ser conferidos uma única vez a uma pessoa.

Eu quero, Eu quero! Editar

Se ficou curioso, especialmente por causa das imagens que dão uma palhinha do que é o Templo, segure suas calças. As coisas não são assim, no oba-oba. Para entrar no Templo, primeiro, é necessário ser aprovado em uma entrevista com seus líderes. Os jovens, que costumam fazer o batismo pelos mortos (bem como receber o Dom do Espírito Santo), são entrevistados para receber uma recomendação temporária, que vale somente para aquela vez em que ele for ao Templo. Se quiser ir novamente, ele terá que ser entrevistado novamente e receber uma nova recomendação. Isso se ele (ou ela) for digno.

Para os adultos, aqueles que têm a recomendação permanente (que é renovada a cada dois anos), desde que tudo esteja certo com eles, eles podem ir ao Templo e oficiar por aqueles que já faleceram, caso já tenham recebido as ordenanças por si mesmos, ou ir lá e fazer o que se deve por si mesmo. Mesmo eles devem renovar sua recomendação a cada dois anos; sem a dita, adios Templo.

Os visitantes podem ficar no jardim, que é impecável e um show à parte para quem o vê, seja pela primeira vez ou pela milésima. Ou podem tirar fotos do Templo, que, cá entre nós, dá um belo cartão postal SUD. No entanto, em virtude da santidade do Templo, eles não podem entrar sem uma recomendação válida.

O Templo é uma das maiores dádivas que o Senhor nos concedeu nos últimos dias. Lá podemos encontrar paz e nos afastar do mundo e do pecado. Lá, podemos encontrar respostas para nossa vida. Podemos encontrar consolo para nossas tristezas, alívio para nossas dores. Podemos ficar mais perto de Deus. Afinal, lá é o lugar mais próximo do céu.