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Atenção: se você é um visitante ou membro recém-converso, recomendamos que leia "O Plano de Salvação" na categoria Doutrinas Básicas.

Joseph Smith afirmou uma vez que o evangelho se resume no Plano de Salvação e que, se as pessoas entendessem este Plano, todo o resto seria compreendido. E ele não poderia ser mais feliz em fazer esta afirmação. O Plano de Salvação é o Evangelho todo, e é ele que pretendemos expor aqui.

A Pré-Mortalidade

Texto Base: Abraão 2-3

Já foi dito que nada surge do nada. Tudo tem uma origem. Assim, de certo modo, podemos determinar um começo para todas as coisas que conhecemos. A este começo, damos o nome de Pré-Mortalidade. Mas, para entender tudo isso, devemos compreender que tudo é um ciclo eterno e que este começo é relativo, não absoluto.

Na pré-mortalidade, antes mesmo de existirmos, existiam as inteligências, que nada mais é que a "matéria prima" dos nossos espíritos. A partir destas inteligências, o Senhor criou nossos espíritos. Pelo que se pode observar em Abr. 3:22, nós já tínhamos evoluído até certo ponto. Me parece que o Senhor nada mais fez do que criar um invólucro indestrutível para colocar estas inteligências lá. Do mesmo modo que Ele criou a nós, ele criou todas as coisas espiritualmente primeiro. Quando estas coisas estavam completas, podemos dizer que nossa vida pré-mortal começou de fato.

Lá, tínhamos o poder de escolher por nós mesmos as coisas que queríamos ou não obedecer. O Senhor tinha mandamentos lá também, e não éramos forçados a nada. No entanto, nossa obediência determinava o quanto cresceríamos; motivo pelo qual existiam espíritos mais nobres e inteligentes (portanto mais poderosos) do que outros. No entanto, somente um tinha um corpo físico: Deus.

Naturalmente, alguns se destacaram mais. Alguns eram mais obedientes, mais estritos em guardar os mandamentos do Senhor, sendo dignos da confiança Dele cada vez mais. Podemos citar nesta lista todos os profetas, Adão (Miguel), Jeová (Jesus Cristo) e Lúcifer. Se saber que Lúcifer já foi um cara bonzinho é novidade, então fixe isso muito bem na mente, para poder entender todo o resto.

Como dizia, Miguel, Lúcifer e Jeová (não necessariamente nesta ordem) estavam entre os maiores. Chegou, então, o ponto final do Plano: um salvador. Isso porque o Senhor tinha planos para uma Terra onde receberíamos corpos físicos, teríamos a oportunidade de passar pelas mesmas coisas que Ele passou e, se fôssemos dignos, poderíamos voltar à presença Dele com um corpo ressurreto. No entanto, o Senhor sabia que, no momento em que nos separássemos Dele, não seríamos tão obedientes quanto fomos quando em Sua presença. Contrariar a vontade divina configura um pecado, e nada que é impuro pode entrar na presença Divina. Para resolver este problema, um Salvador deveria ser provido. Então, dois voluntários se apresentaram.

O primeiro foi Lúcifer. O que ele ofereceu, a olhos humanos, é tentador. Lúcifer ofereceu-se para vir à Terra como Salvador, dar o evangelho A TODAS AS PESSOAS e salvar TODAS AS PESSOAS, independentemente de sua vontade. Além disso, a glória do trabalho seria toda dele. Salvar todas as pessoas, hein?

O segundo foi Jeová. Jeová ofereceu-se para vir à Terra e oferecer o evangelho às pessoas e salvar todos os que quisessem (i.e., se arrependessem). No final, a glória de todo o trabalho seria de Deus. Não é nem preciso dizer quem foi escolhido.

Como resultado deste que foi conhecido como o Conselho dos Céus, uma guerra foi iniciada. Não se sabe como foi esta guerra, mas o que se sabe é que foi dado às pessoas escolher entre Lúcifer e Jeová. No entanto, Lúficer recebera uma punição: seria banido da presença de Deus e do Plano de Salvação para todo o sempre. Isso significa que ele jamais receberia um corpo físico e estaria fora do alcance de qualquer bênção. Esta severa punição foi aplicada porque Lúcifer quis exaltar-se acima de Deus. Ao fazer isso, ele desonrou o Rei, tendo pleno conhecimento de que isto era uma falta grave (afinal, ele estava continuamente ao lado Dele, porque era um dos mais evoluídos). Além disso, seu plano consistia em privar toda a humanidade do livre arbítrio. Isso não podia ocorrer, uma vez que o livre arbítrio fazia parte dos planos divinos desde o começo dos tempos. Se houver mais algum motivo, é redundante. Assim, todos os que escolheram seguir Lúcifer tiveram o mesmo fim.

Um ponto digno de lembrança é que todos nós vivemos com Deus, em sua presença, como uma família. Assim como um pai amoroso submete seus filhos a testes para que cresçam, Deus nos eviou para que evoluamos e possamos chegar à sua presença com a experiência necessária para nosso progresso eterno.

Depois disso, o Plano começou efetivamente. O primeiro passo foi a...

A Criação

Texto Base: Abraão 4

O primeiro passo foi a criação do planeta em que vivemos. As escrituras dizem "E eles (os Deuses)...", indicando que mais de uma pessoa estava envolvida na criação. No entanto, não podemos admitir que exista mais de um Deus para adorarmos. As escrituras colocam a palavra "Deuses" para se referir a Eloim (Deus), Jeová (Jesus Cristo) e Miguel (Adão).

O primeiro passo foi formar a Terra em si. No relato (versículos 1-4), encontramos uma declaração de que a Terra era vazia e desolada, e que o Espírito dos Deuses pairavam sobre as águas. A palavra "pairar", na versão original de Gênesis, significa "chocar". Parece que os Criadores em ação estavam preparando o planeta para suas próximas adições. Em seguida, a luz foi criada, ou melhor, as trevas foram separadas da luz. À luz foi dado o nome de Dia, e às trevas, Noite. Com isso, o primeiro dia de criação foi encerrado.

O segundo dia começa com a criação da atmosfera. A Terra seria inóspita sem ela. À expansão que chamamos atmosfera os Deuses deram o nome de céu. O relato não é muito claro, então, sem conjecturas.

E lá veio o terceiro dia, com a criação dos continentes. A escritura menciona que a terra surgiu, seca, arrastando os mares para o lado. Isso sustenta a teoria da Pangéia, que diz que os continentes eram outrora unidos e que foram separados por alguma força poderosíssima. Em Gênesis (ref), lemos que, nos dias de Pelegue, a terra foi dividida. Apesar de os estudiosos acreditarem que se tratava de divisões políticas, Joseph Smith ensinou que a terra fora literalmente dividida, resultando na atual configuração dos continentes.

Em seguida, a ordem foi para as plantas. Assim, todo tipo de planta surgiu: flores, frutas, árvores e tudo o mais. O interessante é que estas coisas foram feitas tanto para a subsistência dos seres vivos sobre a face da Terra quanto para embelezar o planeta. É sempre válido lembrar que as plantas nocivas e agressivas que conhecemos (plantas venenosas, narcóticas e com espinhos) não existiam até então. Estas coisas surgiram mais para frente. Bem, no processo de criação, foi assegurado o ciclo de reprodução destas plantas. O importante é entender que as plantas não surgiam do nada.

O quarto dia consistiu em definir o tempo: dias, meses, anos, estações... parece que, neste ponto, os períodos de rotação e translação da Terra foram definidos. Além disso, o Sol foi ordenado a dar luz à Terra, bem como as estrelas e a lua. Na minha opinião, apenas a lua foi criada neste ponto, o Sol e as estrelas já existiam. Um ponto interessante reside no versículo 18, onde vemos que os Deuses aguardaram até que foram obedecidos, mostrando que eles apenas davam ordens, as coisas obedeciam por sua própria inteligência (sustentando a teoria de que este planeta é vivo).

O quinto dia envolveu a criação dos seres vivos no mar, na terra e no ar. Todos os animais que conhecemos (e existem muitos que não conhecemos) foram criados, e sua reprodução foi assegurada. Quando pensamos na criação dos animais, algumas pessoas pensam nos dinossauros. Antes que milhares de perguntas surjam, eu digo que, enquanto os profetas não falarem nada, eu não falo. Por isso, não me arrisco a conjeturar a origem ou a extinção dos dinossauros.

O sexto dia... ah, o sexto dia. Motivo de discussão em muitas mesas de discussão de escrituras. Neste dia, o homem foi formado - Adão. Miguel deixou de estar ao lado de Eloim e Jeová na criação e começou a agir em outra esfera. Ele foi posto em um lugar chamado Jardim do Éden. Um verdadeiro paraíso, onde se podia ver, em resumo, todas as criações de Deus. Neste jardim não havia inimizade entre homem e animais e nem entre os próprios animais. No entanto, Adão era o único que estava sozinho - não tinha uma parceira. Então, o Senhor retirou uma costela de Adão e criou Eva, que seria a companheira de Adão em seus mais de 900 anos de vida. Alguns eruditos afirmam que o ato de Deus tirar a costela de Adão simboliza o papel de liderança que o homem deve ter na família, sempre tendo sua esposa ao seu lado para que as decisões sejam todas tomadas em conjunto. Além disso, a escritura em Moisés 3:18 diz claramente a mulher é uma ajudadora para o homem. A ideia difundida entre o mundo sectário de que a mulher deve ser extremamente submissa ao homem e de que seu marido tem controle total sobre ela é falsa e, se me permitem dizer, diabólica.

A Queda do Homem

Texto base: Moisés 4

Muito bem, tudo certo. As coisas corriam conforme o planejado. Adão começou a dar nome aos animais e plantas e circular pelo jardim com Eva. É bom lembrar que, a esta altura, eles eram inocentes como crianças e, apesar de estarem nus, não tinham consciência do que é uma relação sexual. O Senhor, inicialmente, deu um mandamento e uma lei a eles. O mandamento é o clássico: "Crescei e multiplicai-vos, e enchei a Terra". A Lei fora "Não comerás do fruto da árvore do Bem e do Mal, porque, no dia em que comeres dela, certamente morrereis". Além disso, os dois foram casados pelo próprio Deus antes de tudo isso. Tenhamos estas coisas em mente.

O Senhor, em sua sabedoria, deu a eles todos os frutos do Jardim, menos um - o fruto do Conhecimento do Bem e do Mal. A advertência dizia que, se eles comessem deste fruto, morreriam. Os dois, conhecendo estas coisas, mantiveram-se longe do fruto. No entanto, lembremos que Lúcifer (agora Satanás) fora lançado à Terra e seria feito rei do mundo material. Bem, Satanás foi a Adão e tentou-o a comer do fruto, dizendo que ele não morreria se comesse do fruto. Adão manteve-se firme na decisão de não comer do fruto. Então, Satanás foi à Eva. Eva tinha plena consciência do que era o fruto e das consequências de comê-lo; no entanto, Eva lembrava-se claramente do mandamento dado por Deus de multiplicar-se. Eva cedeu à tentação e comeu do fruto. Imediatamente, Eva teve consciência do que era o bem e do que era o mal. Logo após, Eva foi a Adão e relatou o acontecido. Adão entendeu o seguinte: "Ela comeu do fruto. Logo ela será expulsa e eu vou ficar sozinho, e o mandamento de multiplicar-nos irá por água abaixo. Já que não tem jeito, eu vou comer o fruto e vou encarar o problema junto com ela."

Tendo os dois comido do fruto, o Senhor chamou os dois para uma conversa. De início, eles não apareceram por estarem nus. Fizeram, então, aventais de figueira e apresentaram-se perante o Senhor. A pergunta foi para Adão: a resposta foi "A mulher me ofereceu e eu comi". Depois, para Eva: "A serpente me tentou e eu comi". Então, o Senhor chamou Satanás. Verificando o que acontecera, o Senhor amaldiçoou Satanás e expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden. Foram colocados querubins e uma espada flamejante na Árvore da Vida, existente no Jardim do Éden. Isso foi feito porque, se Adão e Eva comessem do fruto desta árvore, tornar-se-iam imortais em seus pecados, tornando seu arrependimento impossível. Feito isso, os dois foram expulsos.

Com a expulsão, a maldição extendeu-se ao planeta todo. Pôs-se inimizade entre os animais, plantas nocivas e venenosas de todo o tipo apareceram, a morte entrou em ação e todos os seres vivos tornaram-se sujeitos à morte. Adão, que podia comer dos frutos do Jardim à vontade, agora tinha que cultivar a terra. Eva passou a ser sujeita das dores da maternidade. Todas estas coisas apareceram para que a provação mortal do homem pudesse acontecer. É para o próprio bem da humanidade. Além disso, o homem ficou sujeito à morte espiritual - separação física da presença de Deus. Para resolver os dois problemas - morte física e espiritual -, um Salvador foi previamente providenciado.

Um outro ponto a ser analizado é a queda em si. Quero deixar claro que a Queda do homem deveria acontecer. Chama-se Queda porque o homem caiu de sua posição imortal (terrestrial) existente no Éden, para uma condição mortal (telestial), arrastando todos os seres vivos para o mesmo caminho. Isso era necessário. Caso contrário, o Plano de Salvação não poderia ser levado adiante. A Queda havia sido planejada e prevista. No entanto, o modo como ela aconteceu não havia sido planejado, apenas previsto pela onisciência do Senhor. O Senhor não mandou Satanás lá. Ele foi por conta própria e os dois exerceram seu livre arbítrio. Se admitirmos que Satanás foi mandado lá, então diremos que o Senhor é mau, e então teremos um sério problema. Gostaria de enfatizar mais uma vez: a queda havia sido prevista, o modo como aconteceu, não.

A Vida Mortal e a Necessidade de um Redentor

A partir deste ponto, Adão e Eva deram continuidade ao Plano de Salvação: tiveram filhos. Muitos. A partir daí, profetas surgiram e profetizaram a respeito de Cristo e de Sua vinda. Até então, somente a Lei Mosaica havia sido dada ao povo. No entanto, quando Cristo veio, a história mudou e muito. Primeiramente, os ensinamentos mudaram: colocou-se em prática o evangelho de Jesus Cristo (veja Princípios do Evangelho e A Restauração) e a Lei Mosaica foi abolida. Após isso, chegou o ponto culminante do Plano - A Expiação.

Cristo, primeiramente, dirigiu-se ao Monte das Oliveiras.No jardim do Éden, Cristo deixou os apóstolos orando e foi ele mesmo, sozinho, para uma oração pessoal. Quando começou a orar, recebeu sobre si a penalidade por todos os pecados de todas as pessoas que viveram, vivem e viverão sobre a face da Terra. Digo penalidade porque não existe como Cristo receber os pecados em si; se este fosse o caso, Cristo seria desqualificado como Salvador, uma vez que ele teria pecado. O ponto é que ele pagou pelos pecados das pessoas (pagou a penalidade pelos pecados) para que eles não precisem fazer isso caso se arrependam. Aliás, expiar significa pagar o preço em lugar de alguém. Acredito que isso exponha o que quero mostrar. Bem, a expiação aconteceu ali, no Jardim, quando a agonia foi tão grande que Cristo suou por todos os poros e desejasse não ter que tomar a amarga taça e recuar. Qualquer coisa ao contrário disso é falso.

Logo após isso, Cristo foi levado à crucifixão. Ele morreu na cruz, cumprindo várias profecias. Três dias após isso, ele ressuscitou, abrindo as portas da morte para que todas as pessoas pudessem ressuscitar. Este ponto fechou o ministério de Cristo, antecedido pelo estabelecimento de Sua Igreja e da Expiação. E, apenas nestes três pontos circulam todo o Plano de Salvação - se algum deles falhasse, todo o resto iria por água abaixo.

Após isso, ficou o legado de Cristo: as pessoas deveriam desenvolver fé, arrepender-se, serem batizadas, receberem o dom do Espírito Santo e ficarem firmes até o fim. Neste jogo entra a Restauração e tudo o que está acontecendo hoje - significando que o Plano de Salvação ainda está em seu meio-ponto.

A Vida Pós-Mortal

Dizem que todos têm somente duas certezas na vida: morte e impostos. Tratemos apenas da morte. Todos morreremos, e isso por causa da maldição dada a Adão e toda a sua posteridade. Por morte entendemos a separação do corpo físico e do espírito. Nem precisamos dizer o que acontece com o corpo, certo? Com o espírito, acontece um processo transparente para os humanos e misterioso para todo mundo.

Quando uma pessoa morre, seu espírito vai para um lugar chamado Mundo Espiritual. Lá existem duas divisões: o Paraíso e a Prisão. Analisemos cada um separadamente.

A Prisão consiste em um lugar preparado para dois tipos de pessoas: as pessoas que não se arrependeram de seus pecados (tanto aquelas que eram membros da Igreja quanto às que rejeitaram o evangelho) e as pessoas que não tiveram uma oportunidade de receber o evangelho em vida. Apesar de estarem em situações delicadas, as duas coisas são bem diferentes. Na primeira, as pessoas são necessariamente más. Na última, nem sempre: o fato de não conhecerem o evangelho por nunca terem tido uma oportunidade de conhecê-lo coloca-as em uma posição bem mais amena do que aqueles que não se arrependeram quando era necessário ou simplesmente não quiseram ouvir e aceitar o evangelho quando lhes foi oferecido. Rejeitar o evangelho não é suficiente para escapar das penalidades pelos pecados. No entanto, existem aqueles que não tiveram a oportunidade de ouvir sobre Cristo e seu evangelho. Acredite, existem milhões de espíritos nesta condição. Para isso, foi provida uma solução: o batismo pelos mortos (para mais detalhes, veja o artigo principal Batismo pelos Mortos).Assim, todas as pessoas que não tiveram a oportunidade de cumprir as ordenanças em vida terão uma chance se pessoas dignas oficiarem por elas nos Templos. No entanto, as pessoas que não se arrependeram ou que não ouviram o evangelho porque não quiseram estão na prisão apenas para pagar pelos seus pecados e esperar a Ressurreição.

O Paraíso é, talvez, o lugar mais sonhado para se viver no mundo cristão. Nele, todas as pessoas que tiverem sido batizadas e confirmadas na Igreja de Jesus Cristo, indo elas para o reino Celestial ou Terrestrial, aguardam pela ressureição, trabalhando na obra missionária àqueles que não tiveram a chance de recebê-la enquanto mortais.

No mundo espiritual, todos são espíritos (soa redundante?) e todos esperam a ressurreição. A condição das pessoas que residem lá carece de revelação; no entanto, podemos ter certeza das coisas descritas acima, dado que foram reveladas em Doutrina e Convênios.

A Segunda Vinda, a Ressurreição e o Milênio

No começo do livro de Atos, lemos que um anjo disse aos Onze que, da mesma forma que Cristo havia subido ao céu, ele voltaria. Dali para frente, sinais foram revelados com a promessa de que certamente aconteceriam: guerras, catástrofes, doenças, mudanças de comportamento humano (leia 2 Timóteo 3:1-5) e muitas outras coisas. Estes sinais marcam a Segunda Vinda de Jesus Cristo. (listar todos os sinais, por tópicos) Depois de todos estes sinais, acontece a Segunda Vinda. Ela é dividida em três partes:

1. A Aparição no Templo de Sião. Quando chegar a hora da Segunda Vinda, Cristo aparecerá primeiramente no Templo de Sião (em Missouri). Em Doutrina e Convênios (ver sec) o Senhor identifica alguns profetas que estarão na reunião, como Morôni, Elias, Enoque e muitos outros. A Escritura menciona que lá eles serão instruídos junto com alguns líderes da Igreja hoje, e terão uma reunião sacramental.

2. A Aparição no Monte das Oliveiras. Depois de acabada a reunião do Templo, Cristo aparecerá no Monte das Oliveiras. Na ocasião, haverá uma batalha em Jerusalém e os judeus estarão prestes a serem dominados pelos exércitos inimigos. Então, Cristo aparece no Monte das Oliveiras dividindo-os em dois, criando um vale que servirá de escape para os judeus refugiados. Neste momento, eles O aceitarão como seu Salvador.

3. Aparição ao Mundo. Depois da libertação dos judeus, vem a aparição ao mundo inteiro. As escrituras (especialmente Doutrina e Convênios 124) sugerem que Cristo estará vestindo vermelho, simbolizando que sozinho "pisou o lagar", ou seja, que sozinho expiou pelos pecados do mundo. Esta aparição dará início à ressurreição e o Milênio.

Depois de ocorrida a Segunda Vinda, ocorre a ressurreição. A ressurreição consiste na reunião do espírito e o corpo. A diferença básica entre um corpo ressurreto e um mortal é que... bem... ele não morre. O motivo desta imortalidade reside no elemento que dá vida ao corpo. Segundo o livro de Levítico (ref), a vida do corpo mortal é o sangue. A vida do corpo ressurreto (também referido como corpo espiritual em várias escrituras) é o espírito. Portanto, a imortalidade deve-se à ausência de sangue no corpo. Cientificamente, o sangue leva oxigênio (entre outras coisas) às células do corpo, e o oxigênio é um dos principais responsáveis pela degeneração das mesmas células. Teoricamente, a ausência de sangue sugere a ausência de oxigênio, impedindo que as células se degenerem. Mas, lembremos, é só uma teoria. De qualquer forma, é o espírito (não o Espírito Santo, o SEU espírito) é quem vivifica o corpo ressurreto, tornando-o imortal.

A imortalidade é dada gratuitamente à toda a humanidade, independentemente de seus feitos; isso por causa da ressurreição de Jesus Cristo (ver 2 Coríntios 15). No entanto, o processo da ressurreição acontece em duas etapas, sendo a primeira dividida em três:

Manhã da Primeira Ressurreição: todas as pessoas que forem dignas do Reino Celestial, exaltadas ou não, ressurgirão neste período. Ele acontecerá quando Cristo voltar, no início do Milênio.

Tarde da Primeira Ressurreição: todas as pessoas que forem dignas apenas do reino Terrestrial ressurgirão neste período. Além delas, as escrituras sugerem que algumas pessoas que irão para o reino Celestial também ressurgirão neste período, que durará todo o milênio.

Noite da Primeira Ressurreição: todas as pessoas que forem dignas do reino Telestial serão ressurretas neste período, que acontece quando o milênio acabar.

Segunda Ressurreição: No final do Milênio e exatamente antes do julgamento, acontecerá a Segunda Ressurreição. Neste período ressurgirão apenas os Filhos de Perdição. Falaremos deles mais para frente, quando falarmos dos Reinos de Glória.

Logo após a Manhã da Primeira Ressurreição, Cristo retirará todos os dignos do Reino Celestial da Terra. Exato, estas pessoas não estarão na Terra quando o Milênio começar. Logo após isso começará a Tarde da Primeira Ressurreição e o Milênio em si. As escrituras revelam que, no Milênio:

- Ninguém provará a morte. Todas as pessoas viverão até a idade da árvore (100 anos?) e, depois, morrerão e ressurgirão num piscar de olhos;

- As crianças ressurgirão no estado em que morreram e crescerão até a idade da árvore, ressurgindo em um piscar de olhos;

- Não haverá inimizade entre animais, nem entre homens, nem entre homens e animais;

- A obra missionária e a obra vicária continuarão, uma vez que ainda existirão pessoas que não conhecem o evangelho na Terra, e que ainda existirão muitas pessoas que se qualificam para a obra vicária que não receberam suas ordenanças vicariamente;

- Cristo reinará pessoalmente, e os governos tornar-se-ão um governo teocrático, com sede em Sião (Missouri). Apesar do fato de que ele não estará pessoalmente durante todo o tempo, as leis serão ditas por ele. Em suma, a Igreja será o governo político durante o Milênio.

- Jerusalém será a fonte da palavra de Deus, ou seja, a Sede da Igreja. De lá, todas as instruções eclesiásticas serão proclamadas a todo o mundo.

- Satanás será preso. Isso significa que não haverá mais pecado na Terra durante o Milênio, e ele não terá mais poder para tentar as pessoas.

O Julgamento e os Graus de Glória

Texto Base: D&C 76

Depois deste período de Mil Anos, acontecerá o Julgamento Final. Assunto muito discutido este, por ser o momento onde todo mundo terá de prestar contas a Deus pelas coisas que fez nesta vida. As pessoas serão julgadas pelos seus atos, pensamentos e desejos, todos tendo o poder de condenar ou salvar (qualquer coisa que você diga, pensa ou faça pode e será usada contra você no tribunal!). Nosso grau de arrependimento e de fidelidade contará muito, mas o Senhor sugere que existirão situações atenuantes - o que não serve de desculpa para que pecados sejam cometidos com a esperança de que estas "situações atenuantes" livrem a pele de quem quer que seja.

O julgamento é a única instância onde veremos mais justiça do que misericóridia. Pense bem: seria justo que pessoas que fizeram o que bem entenderam da vida ficassem no mesmo lugar que as pessoas que sofreram perseguições e que conheceram o verdadeiro evangelho de Cristo? Não, não seria. Como eu já disse, as pessoas serão julgadas pelas coisas que fizerem, pensarem e disserem; serão julgadas pelos intentos de seu coração. Tendo em mente estas coisas e mais a variedade de caráeres diferentes, o Senhor criou lugares específicos para cada um dos casos que Ele mesmo julgará, comumente citados em Doutrina e Convênios como "Os graus de Glória":

- O Reino Celestial é o mais alto dos Graus de Glória e consiste na morada de Deus, o Pai, Jesus Cristo e todos os santos profetas de Deus, mais aqueles que, por merecimento e crédito, foram enviados para lá. É comparado por Paulo à glória do Sol. As escrituras (D&C 131) ensinam que o Reino Celestial é dividido em três, e que, para conseguir habitar no mais alto dos níveis, é necessário ser casado e selado no Templo santo de Deus. Isso porque, neste nível, as pessoas se tornarão Deuses - serão exaltadas, tornando-se exatamente como Deus - e constituirão uma família eterna. As escrituras estão repletas de citações sobre a exaltação, confira no final da página. As pessoas que não se qualificarem para o mais alto nível serão colocadas em níveis inferiores, novamente, de acordo com seu próprio merecimento. Assim, elas se tornarão anjos ministradores e servos daqueles que se qualificaram para serem Deuses. Detalhes sobre a doutrina da Exaltação são muito escassos, talvez o Senhor não os tenha revelado para que foquemos mais em nos preparar do que em esperar. Requisitos: ser membro SUD; guardar todos os mandamentos e viver de toda a palavra que sai da boca de Deus; ser casado e selado para o Tempo e toda a Eternidade no Templo santo de Deus.

- O Reino Terrestrial é o que chamo de "Reino do Quase": ele é destinado àquelas pessoas que foram honrados na Terra, mas que não receberam o Evangelho por sua conta e risco. Também, aqueles que "não foram valentes no testemunho de Jesus" serão levados a este mesmo grau de glória. Em outras palavras, são aqueles que QUASE fizeram todas as coisas, QUASE serviram de coração, QUASE foram obedientes, QUASE foram fiéis, QUASE foram dignos de serem Deuses. Ainda, ele é comparado por Paulo à glória da Lua, que é ofuscada quando o majestoso Sol aparece no firmamento.

- O Reino Telestial é o que abrigará mais pessoas, sua população será tão grande como as areias do mar. Estes são os mentirosos, feiticeiros, adúlteros, aqueles que não se arrependem de seus pecados e cometem toda a sorte de iniquidades, salvo derramar sangue inocente (assassinato) e negar o Espírito Santo (ver Chamado de Eleição). Estes passarão o Milênio todinho encarcerados, pagando por seus crimes e, quando ressussitarem, serão redimidos e postos neste grau menor de glória. As escrituras sugerem que o Reino Terrestrial terá vários níveis de glória, assim como uma estrela difere de glória de outra estrela. Essa divisão acontece por causa da Justiça de Deus; existem alguns que tiveram menos a pagar do que outros. Paulo o compara às Estrelas, que diferem de glória uma da outra.

- As Trevas Exteriores não são um grau de glória, mas uma menção deve ser feita, apesar de que as escrituras são um pouco omissas e a maior parte das referências a este reino sombrio se encontrem em Doutrina e Convênios. Este domínio de escuridão é destinado a todos os anjos que foram banidos da presença do Senhor na Rebelião dos Céus (vide acima) e para o próprio Lúcifer. Também, aqueles que cometeram o pecado imperdoável, que é negar o Espírito Santo (este assunto é tratado com mais detalhem em Chamado de Eleição) são condenados a este fim trágico, porque não podem se arrepender. O Senhor disse que é inútil tentar descobrir do que consistem as Trevas Exteriores, porque somente aqueles que forem desgraçados com esta condenação conhecem seu destino eterno.

Algumas pessoas têm a ideia errônea de "céu e inferno", como dois locais imutáveis. Isso é inconcebível, visto que nem todos os que seriam enviados ao "céu" seriam iguais; o mesmo aconteceria com o "inferno".


No que este conhecimento me ajuda?

Se você leu até aqui, obrigado. Se entendeu, parabéns. Se não... bem, pode ler de novo. Este conhecimento o ajudará porque... bem, porque... é a sua vida eterna que está em jogo! Conhecer o destino é tão importante quanto conhecer o caminho. Estudar o Plano de Salvação é um importante incentivo para que moldemos nossa vida para nos "encaixarmos" nos requisitos de nosso Pai. Se não conhecermos isso, como esperamos voltar para uma casa que não sabemos onde fica e reencontrar um pai que não sabemos quem é?